Feminismo “é um movimento político e social que busca a igualdade entre homens e mulheres”, seus atores sociais são mulheres que inconformadas com a desigualdade existente, inicialmente na esfera social, se articulam e reivindicam direitos iguais.
Estudos sobre o movimento relatam lutas das mulheres na busca por seus direitos nos séculos XV e XVIII, sem ainda se caracterizar como movimento feminista. Na França, Olympe de Gouges escreve o manifesto “Declaração dos direitos da mulher” para contrapor a declaração de direitos do homem e é decapitada. Na Inglaterra, Mary Wolstonecraf escreve “ A Vindication of the rights of women” (Uma reinvidicação dos direitos da mulher), que defendia a educação para meninas enfatizando o seu lado humano.
O movimento feminista tal qual conhecemos surgiu em Nova Iorque na convenção de Direitos da Mulher em 1848, organizado por Lucrettia Mott e Elizabeth Cady Stanton, essa denunciava as restrições política as quais as mulheres eram submetidas, como não votar ou filiar-se a qualquer organização política.
Maggie Humm e Rebecca Walker, defensoras do movimento, os divide em três ondas: a primeira teria ocorrido no século XIX e início do século XX, nos Estados Unidos e Reino Unido, nessa fase reivindicava-se a igualdade contratual (mulheres casadas só conseguiam vender propriedades com autorização de seu marido) e o fim dos casamentos arranjados.
A segunda onda ocorre entre as décadas de 1960 e 1980 e busca o fim da discriminação e a igualdade dos sexos. Nesse mesmo período, ocorre o surgimento da pílula que traz a liberação sexual e no meio intelectual, publicações como “O Segundo Sexo” de Simone Beavouir e “Mística do Feminino” de Betty Friedan são os destaques dessa fase.
Vale lembrar aqui que as constituições liberais dos países asseguravam direitos aos homens até essa época, mas na década de 1960 as mulheres saem às ruas para mudar essa realidade, buscam equiparação salarial.
A terceira onda começa no início dos anos 1990 e se estende até os dias atuais. Ela busca superar falhas da segunda, colocando em questão a política e abrindo discussão para o que realmente é importante à mulher. Tais pontos são tidos como mais importantes: a questão cultural, social e política.
Por Daniele Azevedo
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