sexta-feira, 10 de junho de 2011

Reprodução Humana ao Alcance de Todos


Nos últimos anos, a questão sobre a reprodução humana, tem sido alvo de polêmicas nos meios de comunicação e nos tribunais brasileiros. Isso porque o assunto não envolve somente uma questão pessoal ou jurídica, mas também religiosa. Vários debates acontecem em prol de uma solução mais rápida para esse problema, mas infelizmente sempre voltamos à estaca zero.

No Brasil há um crescimento expressivo do número de clínicas que realizam a reprodução humana em decorrência de uma grande demanda dos interessados, fato que justifica a urgência em legislar de forma a estabelecer critérios e responsabilidades aos profissionais que a utilizam, bem como resguardar os direitos das pessoas que investem esperanças e patrimônio na busca da realização do sonho de ter um filho. Felizmente já temos espalhados pelo país, alguns locais que oferecem o tratamento gratuito, a exemplo disso temos em São Paulo o Centro de Referência da Mulher. A história do centro começou em 1930, que inicialmente se chamava Cruzada Pró-Infância. Foi construída em parceria de Pérola Byington com a educadora sanitária Maria Antonieta de Castro. 

Em 1959 Pérola inaugurou o Hospital Infantil e Maternidade da Cruzada Pró-infância, para manter o funcionamento da Cruzada, Pérola mobilizou todos que pudessem ajudar, utilizando os meios de comunicação, divulgou os projetos e convocou a população a participar dos eventos de arrecadação de fundos. 

Anos mais tarde devido ao seu falecimento, em sua homenagem, o hospital recebeu o nome de sua fundadora: Hospital Pérola Byington que é hoje o Centro de Referência da Saúde da Mulher, administrado pela Secretária de Estado da Saúde. Segundo a Gerente do setor de reprodução humana do Pérola Byington, Graziela Buccini, a procura por esse tipo de tratamento só tende a crescer no país inteiro, “Devido ao acompanhamento psicológico que o nosso centro realiza cada vez mais os casais ou os solteiros nos procuram, porque esse tipo de suporte é essencial nesse tipo de consulta. Atualmente realizamos por ano cerca de 300 ciclos de fertilização assistida”, afirma a gerente.

Para você que gostaria de fazer parte do programa, as pacientes admitidas devem ter no máximo trinta e cinco anos de idade. E para fazer o agendamento, as pessoas devem ligar para o setor às terceiras quartas-feiras do mês, a partir das oito horas da manhã, pelos telefones 3104-2785 e 3112-1210. A consulta triagem deve ser marcada em nome da mulher, mesmo que o problema já tenha sido diagnosticado como fator masculino. É necessário dizer o nome completo, número do RG, data de nascimento, nome completo da mãe, endereço completo e telefones para contato.

Há, portanto, a necessidade de termos uma legislação urgente que trate do assunto, para acabar de uma vez, com as questões polêmicas existentes na atualidade. Mas sabemos que quando se trata de investimento financeiro, para algumas pessoas esse sonho se torna mais distante.

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