quinta-feira, 26 de maio de 2011

As mães e o mercado de Trabalho



Num mercado cada vez mais competitivo, as mulheres trabalham igual aos homens e busca sua equiparação, seu aperfeiçoamento profissional. Casadas e bem estruturadas percebem que é hora de ter filhos, ficando a dúvida de como a empresa vai receber sua decisão, já que, para algumas corporações isso se trata de aumento de contas e pode influenciar no orçamento da companhia com gastos de convênios médicos, creche etc.
          
 O período de gestação é tratado por algumas grávidas como uma enfermidade, que as impossibilita de fazer seu trabalho, mas que na verdade não tem nada a ver, a gravidez é um período e se fizerem todos os tratamentos não a nada que as impossibilitem. As empresas se prejudicam por não ter a colaboradora naquele exato momento no seu ambiente de trabalho dificultando no seu crescimento e em futuras promoções, fazendo com que o custo aumente em relação ao período anterior já que, o seu quadro de colaboradoras não está completo.
            
Segundo a Administradora de empresas Elaine Lecheche, diz que “de fato existem mulheres que se aproveitam da situação, do seu estado para conseguir ficarem alguns dias em casa, proveito próprio, mas que não podemos generalizar.”
      
Se tratando da perda da empresa no que se refere a sua economia, a empresa que atua no ramo do comércio perde dinheiro pelo fato de ter uma atendente (vendedora) a menos no seu quadro de colaboradoras que poderia contribuir no orçamento da empresa, mas que naquele momento não pode estar no seu ambiente de trabalho. Mas quanto ao valor que ela custa para a empresa (governo/salário) sendo o mesmo, pois cada funcionário custa o dobro para a empresa.
              
Conversando com a jovem Rosana Rodrigues da Silva, que está grávida de 5 meses e que trabalha como caixa em uma empresa, ela nos conta que “ eu nunca sofri nenhum tipo de discriminação, pelo contrário, aqui todos me ajudam, não deixam eu ficar abaixada para guardar alguma coisa, falam para eu não pegar peso, enfim ficam sempre me vigiando. Ela nos conta também que já ficou alguns dias afastada, mas que não passou de uma semana.
       
Fala também que quando ingressou na empresa na hora do recrutamento, tinha duas moças com ela e a entrevistadora perguntou se as mesmas já tinham filhos, final da história ela passou e as outras não.
      
Para a pedagoga Suzana Oliveira que nos diz que, discriminação não, algumas empresas exigem pessoas mais jovens e que tenham disponibilidade sem comprometer a família em se tratar se a funcionária sofre alguma discriminação por estar grávida, e por outro lado é de salientar que também é visto que mulheres que tenham filhos demonstram-se mais responsáveis.
Perguntando-se se ela acha que a mulher que possui filhos atrapalha na economia da empresa ela nos diz que, há empresas que se preocupam com o bem estar de cada um. E claro que terá um pouco de gasto, mas não é tão relevante, até porque todas as mulheres desejam ser mães, não podendo haver limitação.
        
Segundo pesquisa realizada pela consultoria Regus, em pleno século XXI uma preocupação jurássica dos empresários tem  vez quando a contratação de mães. A pesquisa mostra que a quantidade de empresas que pretendem contratar mais mulheres com filhos caiu em um quinto em relação ao mesmo período do ano passado.
             
Ainda referente a pesquisa em 2010, 44% das empresas pretendiam contratar profissionais com filhos, mas agora no inicio de 2011 somente 36% das corporações continuam pensando da mesma maneira.
             
Estatísticas que preocupam grupos e associações de mulheres, já que de modo geral, as estimativas de contratações no fim do ano costuma ser favoráveis nessa época acelerada da economia.
           
A economia cresce e com ela aumenta o número de mulheres que buscam a sua reintegração e emancipação perante a sociedade que dita que os homens são responsáveis pelo seu crescimento. Pensamento esse que ainda existe em pleno século XI, contudo que aos poucos vai sendo quebrado.
            
Mulheres essas, que sofrem com a violência doméstica, com maus tratos. Leis são feitas e elas se sentem mais seguras, como a Lei Maria da Penha, que leva o próprio nome da mulher que sofreu, mas que não perdeu sua dignidade e lutou pela sua implantação.
       
Os filhos fazem parte dessa grande virada de sua vida, pois quando a mulher se torna mãe, por mais jovem que seja ou inexperiente é impossível ela não se identificar com a nova fase de sua vida. O seu esforço em permanecer no trabalho e conseguir seu crescimento ultrapassa todas as etapas. Tornando-se a criança  fonte de inspiração para conseguir driblar todos os preconceitos que são impostos pela sociedade atual.



Por Ana Lima

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