O período de gestação é tratado
por algumas grávidas como uma enfermidade, que as impossibilita de fazer seu
trabalho, mas que na
verdade não tem nada a ver, a gravidez é um período e se fizerem todos os
tratamentos não a nada que as impossibilitem. As empresas se prejudicam por
não ter a colaboradora naquele exato momento no seu ambiente de trabalho
dificultando no seu crescimento e em futuras promoções, fazendo com que o custo
aumente em relação ao período anterior já que, o seu quadro de colaboradoras
não está completo.
Segundo a Administradora de
empresas Elaine Lecheche, diz que “de fato existem mulheres que se aproveitam
da situação, do seu estado para conseguir ficarem alguns dias em casa, proveito
próprio, mas que não podemos generalizar.”
Se tratando da perda da empresa no que se
refere a sua economia, a empresa que atua no ramo do comércio perde dinheiro pelo
fato de ter uma atendente (vendedora) a menos no seu quadro de colaboradoras
que poderia contribuir no orçamento da empresa, mas que naquele momento não
pode estar no seu ambiente de trabalho. Mas quanto ao valor que ela custa para
a empresa (governo/salário) sendo o mesmo, pois cada funcionário custa o dobro
para a empresa.
Conversando
com a jovem Rosana Rodrigues da Silva, que está grávida de 5 meses e que
trabalha como caixa em uma empresa, ela nos conta que “ eu nunca sofri nenhum
tipo de discriminação, pelo contrário, aqui todos me ajudam, não deixam eu
ficar abaixada para guardar alguma coisa, falam para eu não pegar peso, enfim
ficam sempre me vigiando. Ela nos conta também que já ficou alguns dias
afastada, mas que não passou de uma semana.
Fala
também que quando ingressou na empresa na hora do recrutamento, tinha duas
moças com ela e a entrevistadora perguntou se as mesmas já tinham filhos, final
da história ela passou e as outras não.
Para
a pedagoga Suzana Oliveira que nos diz que, discriminação não, algumas empresas
exigem pessoas mais jovens e que tenham disponibilidade sem comprometer a
família em se tratar se a funcionária sofre alguma discriminação por estar
grávida, e por outro lado é de salientar que também é visto que mulheres que
tenham filhos demonstram-se mais responsáveis.
Perguntando-se se ela acha que a mulher
que possui filhos atrapalha na economia da empresa ela nos diz que, há empresas
que se preocupam com o bem estar de cada um. E claro que terá um pouco de
gasto, mas não é tão relevante, até porque todas as mulheres desejam ser mães,
não podendo haver limitação.
Segundo pesquisa realizada pela consultoria
Regus, em pleno século XXI uma preocupação jurássica dos empresários tem vez quando a contratação de mães. A pesquisa
mostra que a quantidade de empresas que pretendem contratar mais mulheres com
filhos caiu em um quinto em relação ao mesmo período do ano passado.
Ainda
referente a pesquisa em 2010, 44% das empresas pretendiam contratar
profissionais com filhos, mas agora no inicio de 2011 somente 36% das
corporações continuam pensando da mesma maneira.
Estatísticas
que preocupam grupos e associações de mulheres, já que de modo geral, as estimativas
de contratações no fim do ano costuma ser favoráveis nessa época acelerada da
economia.
A
economia cresce e com ela aumenta o número de mulheres que buscam a sua
reintegração e emancipação perante a sociedade que dita que os homens são responsáveis
pelo seu crescimento. Pensamento esse que ainda existe em pleno século XI,
contudo que aos poucos vai sendo quebrado.
Mulheres essas, que sofrem com a violência
doméstica, com maus tratos. Leis são feitas e elas se sentem mais seguras, como
a Lei Maria da Penha, que leva o próprio nome da mulher que sofreu, mas que não
perdeu sua dignidade e lutou pela sua implantação.
Os filhos
fazem parte dessa grande virada de sua vida, pois quando a mulher se torna mãe,
por mais jovem que seja ou inexperiente é impossível ela não se identificar com
a nova fase de sua vida. O seu esforço em permanecer no trabalho e conseguir seu
crescimento ultrapassa todas as etapas. Tornando-se a criança fonte de inspiração para conseguir driblar
todos os preconceitos que são impostos pela sociedade atual.
Por Ana Lima
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