quinta-feira, 26 de maio de 2011

Mães Paulistanas recebem apoio da Prefeitura de São Paulo

O momento de dar a luz é único e especial para qualquer mulher. Infelizmente nos dias atuais muitas dessas gestantes não dispõem recursos financeiros para que o desenvolver da gravidez ocorra com tranqüilidade.


Diante de dificuldades, centenas de mulheres têm recebido assistência integral desde o momento do da fecundação até o nascimento do bebê, através do Programa Municipal Mãe Paulistana.


Créditos: Prefeitura de São Paulo


O principal motivo do programa é atender pessoas de baixa ou nenhuma renda, acompanhando de um modo geral os atendimentos prestados as gestantes no período pré e pós- natal e aos bebês, durante seu primeiro ano de vida.

O sistema disponibiliza atendimento nas Unidades Básicas de Saúde, ambulatórios especializados e hospitais do SUS (Sistema Único de Saúde), como explica a médica obstetra Márcia Besteiro. “Todas as pacientes são acompanhadas de perto para que nenhuma delas deixe de realizar os exames necessários durante a gravidez.”

A especialista destaca que mensalmente são realizamos levantamentos dos atendimentos prestados de acordo com as unidades preparadas pelo programa, chegando a conclusão de existem cerca de oitenta mil gestantes em acompanhamento e são feitos quase dez mil partos por mês.

   A rede conta com 407 Unidades Básicas de Saúde, 34 Hospitais da rede SUS e 22 Ambulatórios especializados e a expectativa é conquistar mais recursos no decorrer dos anos como explica a coordenadora do Mãe Paulistana, Maria Aparecida Orsini de Carvalho. “Já conquistamos muito, hoje, por exemplo, um dos principais benefícios do programa é o acompanhamento médico, as pacientes hoje têm onde dar a luz além de passarem antes do parto por no mínimo sete consultas durante a gravidez”.


Desde seu início, em março de 2006, a Rede de Proteção à Mãe Paulistana é considerado prioritário pela administração de acordo com o secretário-adjunto de Saúde, Nilson Ferraz Paschoa. "Quando falamos do programa, além da sua importância social inquestionável, estamos falando de números superlativos. Foram mais de 338 mil ultra-sons já feitos. E depois que o bebê nasce, no seu primeiro ano de vida, ele continua tendo consultas de reavaliação - essas já foram mais de 160 mil".
De acordo com o Nilson Ferraz, o projeto ainda atua em várias frentes. "Tudo começa pelo pré-natal, fundamental para garantir que o parto transcorra bem. O programa também facilita o acesso das gestantes ao vale-transporte: já foram mais de 260 mil cartões da SPTrans entregues, o que possibilitou mais de 1,9 milhão de consultas de pré-natal. Depois do parto - em que a mãe já sabe antecipadamente onde vai dar à luz -, ela recebe o enxoval, com 16 itens necessários nos primeiros meses. Então é um programa essencial e que vai continuar crescendo".

E o Secretario Municipal de Saúde da cidade de São Paulo, Januário Montone  ainda acrescenta. “Temos um objetivo na secretaria e no projeto até junho deste ano de 2011, estamos prevendo 60 mil nascimentos através do programa, e com a parceria firmada junto à divisão de assistência social poderemos acompanhar e ajudar nas necessidades que uma mãe precisa para ela e seu bebê recém-nascido. Hoje eu posso dizer que a media mensal de nascimento de bebês pelo programa e de 10 mil mensais, isso sem levar em conta as que não estão no programa”.

Ampliação e controle do Programa Mãe Paulistana

Fruto de uma lei criada pelo vereador Carlos Bezerra Junior o Rede Mãe Paulistana gerou uma grande melhoria na qualidade de vidas das gestantes de baixa renda como observa o político.“Nós temos uma população crente, muitas mulheres gestantes são companheiras de presidiários e não trabalham, não tem nenhuma fonte de renda eu já fui medico de periferia e na minha atuação que o grande publico eram gestantes, pude participar da realidade que essas “Mulheres de coragem” passam, muitas delas são agredidas diariamente por seus companheiros e não recebem apoio da família. Estou orgulhoso de ter criado uma lei a tratamento e acompanhamento digno que desde 2006, tem sido respeitado e cumprido pela Prefeitura do Município de São Paulo, através do programa Mãe Paulistana.”.
Um estudo do do programa mostrou que a queda de mortalidade materna e infantil na cidade, passou de 14% para 12,9% - a maior diminuição desde 2000.

A resposta do mapeamento e estudo mostrou uma verdadeira explosão não apenas da grande quantidade de gestantes cadastradas em todo o território paulista, os bairros que estão localizados na periferia que foram estudados e mapeados teve o resultado de um grande numero de gestantes que saíram da dependência química para o tratamento de suas gestações, o motivo esse que afirmaram ter recebido atenção e cuidado necessário para com suas gestações.

A esperança e visão do vereador Bezerra Jr. é que, com o crescimento e ampliação do programa e a crescente população gestante, esse programa tem tudo para serem expandidas em todo o estado de São Paulo, virando assim um programa estadual dedicado às mães de todo o estado.

A lei também garante o transporte gratuito para que as gestantes em hipótese alguma faltem as suas consultas de pré-natal, entrega de remédios durante a gravidez, exames de rotinas e avaliações. A solicitação e realizada junto a SPTRANS, empresa responsável por transportes no município de São Paulo, somente após o cadastramento no programa que e possível à aquisição do bilhete único “Mãe Paulistana”.


Os resultados do programa

Recentemente foi feito o levantamento chegando à conclusão que atualmente, existem no município de São Paulo, onde mais de 500 mil mulheres gestantes foram atendidas pelo programa, tiveram 94% de aprovação da população paulista, distribuição de mais de 500 mil enxovais, mais de 400 mil emissões de bilhetes únicos especiais do programa Mãe Paulistanas e mais de 300 mil inclusões no programa bolsa família com a parceria da divisão de ação social do município de São Paulo.


Por Cesar de Paula

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