Um dos principais motivos de comemorar o dia 1° de outubro, dia internacional do Idoso, está no futuro. Nos próximos vinte anos, pesquisas apontam que mulheres maiores de sessenta e cinco anos obterão destaque e força no mercado consumidor.
As mulheres idosas podem até parecer frágeis, mas não são. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, no Brasil, cerca de 37% das mulheres acima de sessenta anos são responsáveis pela renda familiar.Com mais autonomia, objetividade e independência econômica, elas mudam as regras da sociedade atual.
O mito da velhice como sinônimo de doença, solidão e dependência, deve desaparecer em breve, já que a expectativa de vida do ser humano deve chegar próxima aos cem anos.
Diante da melhor qualidade de vida adquirida com os avanços da medicina, elas levam hoje a vida de forma autônoma, conquistando a cada dia o igualitarismo. No futuro, certamente essas mulheres ocuparão lugares de destaque nas diversas esferas políticas, econômicas e sociais.
A idade da velhice será vista como a “idade do poder”
O cenário acima não é ilusório. Vem com base em pesquisa de cobertura internacional, entre elas está à que foi realizada pelo instituto Sodexho para o Desenvolvimento da Qualidade de Vida no Cotidiano, que teve lançamento em todo o mundo em vinte e dois de setembro de dois mil, instituto esse, líder mundial no setor de alimentação e serviços que envolvem benefícios aos colaboradores de diversas empresas que trabalham com mulheres idosas.
O estudo, que envolveu mais de onze países, direcionará as ações da empresa ao seu público, como destaca Plínio de Oliveira, diretor geral da Sodexho do Brasil “Nossa maior meta é agregar ao conhecimento atual mais informações e dados, e principalmente levantar questões importantíssimas em nível internacional, chamando de um modo geral a atenção da sociedade civil”.
Nos próximos anos o Instituto Sodexho realizará duas pesquisas por ano sobre temas ligados a qualidade de vida no cotidiano, as expectativas e os comportamentos no presente e futuro da população de todo o mundo.
A instituição deve trabalhar em conjunto com diversos órgãos internacionais, como a ONU, UNESCO e OMS, além de estudiosos e pesquisadores de renome, dos onze países que estão na pesquisa: Alemanha, Bélgica, Brasil, Canadá, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, Holanda, Reino Unido e Suécia.
No mundo existem cento e um milhões de mulheres com mais de sessenta e cinco anos, representando 19% das quinhentos e quarenta milhões de mulheres no mundo. Todos esses países acumulam 55% do PIB de todo nosso planeta, e suas idosas detém 5,3% do poder econômico.
Conforme a pesquisa, ocorreu uma grande melhoria na qualidade da vida dessa faixa etária nos últimos trinta anos. “Não estamos mais nos tempos das velhas, em 1970, para o tempo da Terceira Idade, nos anos 80, junto do tempo dos Seniors atuais”, explica Eloisa de Souza Arruda, Secretaria de Estado da Justiça do Estado de São Paulo. “Em 2020, alcançaremos a idade do poder, quando a vida profissional se encerrará apenas aos oitenta anos e as idosas será o centro da organização da sociedade” completa.
Crescimento e poder econômico
A resposta do estudo mostra uma verdadeira explosão não apenas da grande quantidade de maiores de sessenta e cinco anos em todo o planeta, os países que foram estudados o numero passou dos atuais 101 milhões para 168 milhões em 2020, mas também do poder econômico, político e social desse segmento.
De acordo com a Sodexho, o setor mundial de alimentos e dos serviços de benefícios para idosos está avaliado em mais de cento e quarenta e seis bilhões de Francos (21,5 bilhões de Euros), onde os Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e França representam próximo de dois terços desse mercado avaliado.
A esperança e visão da empresa é que, com o envelhecimento crescente da população feminina mundial, esse mercado continue a crescer chegando ao ano 2012, a 27% na Espanha, 13% no Reino Unido, 3% na França, 3% na Itália e 1% na Bélgica.
Nos Estados Unidos, o mercado em questão cresce três a quatro vezes mais rápido do que os hospitais tradicionais. Outro quesito que mostrou na pesquisa é que atualmente mais de 9% do mercado total de refeições e benefícios as idosas em todo o mundo são feitos por contratações terceirizadas internamente. Os mercados mais terceirizados são o Canadá (22%), França (19%) e Itália (19%). Nos países pesquisados aumenta o numero de moradias para mulheres idosas que optam pela terceirização. Para ter uma idéia do progresso e expansão desse mercado em questão, só na Holanda ele deverá crescer 302 % em 2012.
Os resultados do Brasil
Recentemente foi feito um levantamento chegando à conclusão que atualmente, existem no Brasil 8,9 milhões de mulheres com idade superior a sessenta e cinco anos, representando 5,2% da população em um todo. Em aproximadamente vinte anos, esse segmento irá se multiplicar mais e será superior a 150%, atingindo cerca de 22,9 milhões de mulheres.
A quantidade de mulheres idosassuperior a oitenta anos triplicará, pulando de 1,3 milhão atualmente para 4,5 milhões. Ao chegar 2020, a mulher brasileira viverá em média 89,6 anos, batendo os 63,6 anos atuais, e os homens atingirão a expectativa de vida em torno de 82,2 anos, batendo os 70,4 anos de hoje.
Por Cesar de Paula
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