O mercado de Tecnologia da Informação ainda tem participação feminina bastante reduzida, mas quais são as causas dessa realidade? Como se sente as mulheres que trabalham na área?
Tecnologia da Informação é um mercado relativamente novo, o primeiro computador surgiu há 65 anos. Tudo é inovação e o mercado muda com velocidade extraordinária. Aqui surge o primeiro problema e uma grande oportunidade: a mão de obra é escassa, um problema para as empresas e um mercado atraente e lucrativo para quem busca um emprego na área de tecnologia.
Onde a mulher se encaixa em tudo isso? Analisando a história na área de tecnologia da informação encontramos – Ada Lovelace – escrevendo instruções para uma maquina idealizada por Charles Babage em 1833, Lovelace é considerada a primeira programadora da historia, conceitos criados por ela são usados até os dias atuais para a criação de alguns programas.
Mas atualmente como está a participação delas na área de tecnologia? Há quem diga que a indústria de TI carrega um forte traço machista, não por preconceito, mas por herança cultural, já que a área de exatas sempre foi um campo masculino, no entanto nos últimos anos a presença feminina nos cursos de exatas vem aumentando e as empresas de TI têm buscando incentivar seu ingresso no mercado.
Quando perguntamos a que se deve a pequena participação da mulher no setor obtivemos das atuantes na área as seguintes respostas “é desinteresse mesmo, é natural que o curso de exatas receba muitos mais alunos que alunas, assim como os cursos de enfermagem e pedagogia recebem muitas alunas” – Roberta Arcoverde analista de sistemas da empresa RADIX. Na mesma linha seguem suas colegas Turah Almeida e Juliana Acchar que acrescenta “as mulheres são bem vistas no mercado já que são minoria”.
Para quebrar um pouco essa visão resolvemos conversar com os homens e ver qual a visão deles em relação das colegas no setor. Daniel Dias tem a seguinte opinião às mulheres sentem-se sim discriminadas por ser minoria, mas recebem melhor porque estudam mais. Essa preparação faz com que no mercado de “homens” as mulheres comecem a chefiar “na empresa que eu trabalhava tinha uma chefe” diz Dias.
| Daniel Dias - Analistas de Sistemas - Arquivo pessoal |
O setor segue a seguinte linha para cada dez trabalhadores na área um é do sexo feminino na visão de Dias “se uma empresa tem 500 funcionários, tirando as mulheres de outros setores 50 estarão na área de tecnologia.” Levantamento da Catho online mostra o crescimento das mulheres no mercado de trabalho brasileiro, no entanto na área de tecnologia atualmente são apenas 12,56%.
Mulheres x Mercado de Trabalho
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Área
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2011
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Administrativa
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45,61%
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Comercial
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30,17%
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Tecnologia
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12,56%
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Relações Públicas
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54,71%
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Suprimentos/Compras
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22,49%
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Jurídica
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37,05%
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Industrial/Engenharia
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16,32%
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Recursos Humanos
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60,86%
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Medicina e Saúde
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44,62%
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Educação
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65,76%
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Turismo
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52,20%
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O fenômeno não é local, a falta de interesse nesse ramo de atividade é mundial, mas, existe mobilização das próprias mulheres que trabalham em tecnologia para incentivar o ingresso dessas no mercado, segundo alguns sites especializados.
Discriminação
Quando se analisa o mercado de TI a primeira pergunta que se faz é há discriminação masculina em relação à participação feminina no mercado? A analista de sistemas Juliana Acchar – RADIX afirma “Pessoalmente nunca sofri nenhum tipo de discriminação, vejo que há um tratamento igual para ambos os sexos e, se faltar conhecimento, será problemático para os dois lados também.
A realidade para as profissionais é que não há discriminação, são bem vistas por serem minoria, afirma Acchar talvez não seja uma opinião unanime mas a maioria das mulheres na área tem essa mesma visão.
E o interesse na formação e ingresso no mercado de tecnologia tem crescido? As respostas variam, Acchar acredita que o interesse não tenha aumentando, ao menos não significativamente e se impressiona “o curioso é saber que as mulheres são maioria nas redes sociais”. Pesquisa realizada pela Consultoria especializada em mídias sócias – Cmetrics revela que do 90% de internautas com perfis cadastrados nas redes sociais apenas 16% produz conteúdo e são na maioria mulheres entre 18 e 24 anos, a pesquisa foi realizada em dezembro de 2010 com 2,4mil internautas brasileiros.
Na visão de Almeida o interesse tem aumentado sim não só pelo desenvolvimento das redes sociais mas, pelo surgimento de diversas áreas como web, design, jogo, mobilidade.
O ingresso no setor conta com as mesmas dificuldades tanto para homens como para mulheres que devem ser flexíveis e estarem abertos as mudanças a analista Roberta Arcoverde ver até mais fácil o ingresso feminino pelo fato de o mercado ser carente de mão de obra feminina e as empresas sentirem necessidade de diversificarem suas equipes.
Para o futuro nas empresas de Tecnologia devido ao crescente interesse feminino no setor, esperam-se mais mulheres em cargos de chefia, já “as características femininas aliadas ao bom conhecimento técnico é a receita para o sucesso” afirma Juliana Acchar.
Por Cácia Oliveira
Discriminação
Quando se analisa o mercado de TI a primeira pergunta que se faz é há discriminação masculina em relação à participação feminina no mercado? A analista de sistemas Juliana Acchar – RADIX afirma “Pessoalmente nunca sofri nenhum tipo de discriminação, vejo que há um tratamento igual para ambos os sexos e, se faltar conhecimento, será problemático para os dois lados também.
A realidade para as profissionais é que não há discriminação, são bem vistas por serem minoria, afirma Acchar talvez não seja uma opinião unanime mas a maioria das mulheres na área tem essa mesma visão.
E o interesse na formação e ingresso no mercado de tecnologia tem crescido? As respostas variam, Acchar acredita que o interesse não tenha aumentando, ao menos não significativamente e se impressiona “o curioso é saber que as mulheres são maioria nas redes sociais”. Pesquisa realizada pela Consultoria especializada em mídias sócias – Cmetrics revela que do 90% de internautas com perfis cadastrados nas redes sociais apenas 16% produz conteúdo e são na maioria mulheres entre 18 e 24 anos, a pesquisa foi realizada em dezembro de 2010 com 2,4mil internautas brasileiros.
Na visão de Almeida o interesse tem aumentado sim não só pelo desenvolvimento das redes sociais mas, pelo surgimento de diversas áreas como web, design, jogo, mobilidade.
O ingresso no setor conta com as mesmas dificuldades tanto para homens como para mulheres que devem ser flexíveis e estarem abertos as mudanças a analista Roberta Arcoverde ver até mais fácil o ingresso feminino pelo fato de o mercado ser carente de mão de obra feminina e as empresas sentirem necessidade de diversificarem suas equipes.
Para o futuro nas empresas de Tecnologia devido ao crescente interesse feminino no setor, esperam-se mais mulheres em cargos de chefia, já “as características femininas aliadas ao bom conhecimento técnico é a receita para o sucesso” afirma Juliana Acchar.
Por Cácia Oliveira
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