Na Idade Média há registros de mulheres participando das mesmas atividades esportivas que os homens, no entanto, perdem esse direito no século XVII, quando a mulher casada é subjugada ao marido e a solteira a um parente homem mais próximo.
Hoje temos equipes esportivas femininas campeãs em diversos esportes: vôlei, basquete, futebol. E também campeãs nas modalidades individuais: tênis, natação, esgrima entre outras modalidades. Não só no Brasil, mas, em todos os cantos do planeta.
Ainda existem muitos lugares no esporte que não se ver a presença feminina com freqüência, na direção de clubes esportivos como futebol, por exemplo. Quantas mulheres se ver treinando times, até times femininos. A seleção feminina de vôlei brasileiro tem um treinador, a seleção de basquete também.
Essa diferença de postos de liderança ocupados por homens e mulheres pode ser tido como cultural, para algumas áreas como é caso da Tecnologia da Informação, ou podemos voltar a analise dos primórdios no esporte. A submissão da mulher ao homem no século XVII exclui a pouca liberdade que a mulher tinha no esporte.
O retorno feminino as pratica esportiva só ocorre no final do século XVIII e inicio do século XIX quando os cavalheiros ingleses começam a levar suas esposas para assistir competições de boxe, remo e corridas de cavalo. É nessa época também que as mulheres começam a ingressar em esportes tipicamente masculinos como boliche, cricket, bilhar e outros.
Atualmente observamos grande participação feminina nos esportes olímpicos, mas nem sempre foi assim. A primeira edição dos jogos da era moderna em 1896 não contou com participação feminina, alguns de seus idealizadores eram contra a inserção da mulher nos esportes. Os gregos acreditavam que a mulher iria vulgarizar o ambiente cheio de glorias e conquistas.
Os primeiros esportes a serem praticados olimpicamente por mulheres foram o golfe e o tênis a partir de 1900 em Paris, a decisão do Comitê Olímpico Internacional, era porque os esportes citados não tinham contato físico e eram esteticamente belos.
Voltando a era atual percebemos a presença feminina na maioria dos esportes olímpicos. E o número de medalhas conquistadas por elas também é significativa. A maioria dos países sequer cogita participar de uma olimpíada sem a participação de uma equipe de mulheres na natação, futebol, vôlei, basquete. Elas já participam do tiro ao alvo, artes marciais e diversos outros esportes de “caráter” masculino.
Mas a inserção delas foi gradual. Ainda em 1900 em Paris os historiadores tem dificuldade em identificar o numero de participantes do evento. Sabe-se, no entanto, que não chega a vinte mulheres. A primeira conquista olímpica feminina ocorre ainda em Paris, mas a britânica Charlotte Cooper, não recebe medalha em virtude do tênis não ser um esporte premiado.
A partir daí o numero de esportes e países com participação feminina foi aumentando, e as conquistas também.
Evolução da Participação Feminina Nos Jogos Olímpicos
Internamente começam mobilizações femininas para a prática esportiva a partir de 1930, geralmente nos grandes centros urbanos a exemplo de São Paulo, no entanto tais ações geraram reações conflituosas com a sociedade da época.
Em 1941 surge a primeira legislação esportiva brasileira, esse, no entanto restringe a participação feminina alegando que as mulheres eram incompatíveis.
Atleta destaque
Entre os esportistas dos Jogos Regionais do Idoso (Jori) Soraia André é um exemplo de persistência (Foto: Prefeitura de Santo André)
A ex-judoca Soraia André começou a praticar o esporte em 1970 quando era proíbida às mulheres participarem de competições esportivas devido a um decreto de 1965 ela afirma: “treinávamos praticamente às escondidas. Poucas eram as academias que faziam matrículas para mulheres.” A lei é revogada em 1979 e a atleta participa do primeiro campeonato mundial de Judô em Nova Iorque, mas enfrentou grandes dificuldades durante sua carreira, porém, não se calou diante das mesmas, tornando-se um símbolo de persistência para outras atletas.
Quanto às dificuldades do passado, Soraia afirma foram superadas, e as novas esportistas ela deixa seu recado “Persistência. Essa é a palavra chave. Muitas vezes as lutas maiores ocorrem fora do tatame, porém é preciso não olhar para a dificuldade e perseverar sempre com muito treino e dedicação”.
Quanto às dificuldades do passado, Soraia afirma foram superadas, e as novas esportistas ela deixa seu recado “Persistência. Essa é a palavra chave. Muitas vezes as lutas maiores ocorrem fora do tatame, porém é preciso não olhar para a dificuldade e perseverar sempre com muito treino e dedicação”.
Hoje com certeza existem mais facilidades para as praticas esportivas, mas, são todos os esportes? Na visão de Robson Caballero, treinador esportivo “as mulheres tem se destacado bastante nas áreas sociais e o esporte não fica atrás”. O fato gera margem a varias visões e interpretação independente do gênero, Caballero afirma ainda que “a mídia busca vencedores, não importa se homem ou mulher, se você vence tem sucesso independente do sexo.” Uma visão positiva para o esporte feminino.
Por Cácia Oliveira

Texto rico em informações, meus parabéns!
ResponderExcluirParabéns pelo texto, ele me ajudou muito no trabalho da faculdade. Obrigada
ResponderExcluirGostei muito do texto, me ajudou muito no trabalho de escola.
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